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Sharenting: a exposição dos filhos nas redes sociais
Compartilhar a vida dos filhos na internet parece inofensivo, mas deixa uma pegada digital que a criança não escolheu. Veja o que diz a lei e como se proteger.
O termo sharenting junta as palavras em inglês share (compartilhar) e parenting (criação dos filhos). Ele descreve o hábito de pais e responsáveis publicarem fotos, vídeos e informações dos filhos nas redes sociais, muitas vezes desde o nascimento.
Os riscos
- uma pegada digital permanente, criada sem o consentimento da criança;
- uso indevido de imagens por terceiros;
- exposição de dados sensíveis, como escola, rotina e localização;
- constrangimentos futuros e cyberbullying.
O que diz a lei
A Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente garantem à criança o direito ao respeito, que inclui a preservação da imagem, da identidade e da privacidade. A Lei Geral de Proteção de Dados exige que o tratamento de dados de crianças seja feito no seu melhor interesse.
Quando os pais discordam
Se um dos genitores expõe o filho de forma excessiva, o outro pode pedir a remoção do conteúdo e, se necessário, recorrer à Justiça. O tema também pode ser incluído no plano de convivência.
Perfis que geram renda
Quando a presença da criança nas redes se torna uma atividade com fins comerciais, surgem outras questões, como a proteção contra o trabalho infantil e a destinação dos valores recebidos. A participação de crianças em atividades artísticas depende, em regra, de autorização judicial.
Boas práticas
- evite publicar uniforme escolar, endereço e rotina;
- prefira perfis privados e listas restritas;
- pergunte ao filho, conforme a idade, se ele concorda com a publicação;
- lembre que o que é publicado hoje pode ser encontrado daqui a muitos anos.
Este artigo tem caráter informativo e não substitui a análise individual do seu caso.